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UMA HISTÓRIA REAL!

(Cláudya Lessa)

Depois de meses sentindo uma forte dor de cabeça,
resolvi procurar meu médico,
que logo encaminhou-me a um colega neurologista.

Assustada, entrei no consultório e após meia hora
de muita conversa e análises, saí com um pedido
de ressonância magnética nas mãos.

O resultado do exame era meio confuso, mas até
um leigo no assunto sabia interpretar o que era
um tumor cerebral.

Qual não foi a minha surpresa, quando constatei
entre os exames realizados, que também estava
grávida de quatro meses, gravidez que passou
despercebida diante de tantas dores e preocupações.

Voltando ao hospital, já com os resultados, o
Doutor foi enfático:

- "Você terá que se submeter a uma cirurgia e
provavelmente terá que abortar esta criança, pois
a sua gravidez aumentará, em muito, os riscos do
Tumor aumentar. Além do mais, você tomará
remédios altamente prejudiciais ao feto, que
provavelmente irá nascer com deformações."

Saí dali desesperada, fui para a repartição onde
até hoje trabalho, olhei meus colegas e comecei a chorar.

Voltando à mesa, li uma pequena mensagem
bíblica, há muito colocada ali por uma colega cristã:

Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Decidi, naquele instante, que não iria matar a
pequena vida que estava dentro de mim, que iria
continuar com a minha gravidez, mesmo sabendo
dos riscos que iria correr. Confesso que foi difícil
tomar essa decisão, mas tudo ficou bem mais fácil
depois que soube, através de uma ultra-sonografia,
que aquele meu segundo bebê era uma menina
(eu sempre quis muito ter uma filha).

Passado alguns meses e ignorando o conselho
daquele primeiro médico, procurei um outro
especialista que muito me acalmou.

Juliana nasceu linda e perfeita...
É a menina mais moleca do Lago Norte...
Adora animais, adora bicicleta, vive trazendo
todos os vira-latas da rua prá dentro de casa, mas
a sua melhor performance é em cima de um cavalo
chamado Ventania (quem a vê montada no animal,
não acredita que ela tem apenas cinco anos de idade).

Quando ela estava com quatro meses, fiz a
cirurgia e extirpei o Tumor. Tudo correu bem, mas
a minha maior felicidade foi quando saí do
hospital e pude abraçar meus dois filhos
(Jônatas e Juju).

Hoje, tenho plena consciência de que a ciência,
apesar de trazer vários benefícios à sociedade,
não é a única verdade, não é o único caminho
para a vida. Viver é Ter esperança, é acreditar no
amor de Deus, na vida e no sorriso de uma criança
Confesso que antes, quando amigas me
perguntavam sobre a questão do ABORTO, eu
não questionava muito sobre ser correta ou não tal decisão.

Achava um absurdo o uso de métodos anticoncepcionais por adolescentes.

Mas hoje, depois dessa experiência, peço a todas
as mães do mundo que ensinem suas filhas a
usarem métodos anticoncepcionais, que não
tenham vergonha de ensinar suas meninas,
desde o início da adolescência, a usar camisinhas, a
tomar pílulas, a usar tabelinhas, pois são tantas as
maneiras de evitar a gravidez indesejada, que só
mesmo a ignorância pode permitir que seres
desumanos, impeçam que crianças como Juliana
não venham ao mundo para tão lindamente cavalgar.

É muito mais humano não abortar a consciência
que abortar a vida!!!


Amem seus filhos e filhas,
Amem a vida!
Ensinem maneiras de evitar a gravidez indesejada.

(Dez/1999)

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