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SEM PRECONCEITOS

A gente nunca imagina como a história da humanidade,
a história dos homens, da vida dos seres humanos está
entranhada em nossas próprias vidas.

Eu tenho duas amigas, uma Judia, outra argelina, as amo
de coração, elas são pessoas boas e marcadas pelo
sofrimento que a história dos homens lhes impôs.

A minha amiga judia presenciou os horrores da guerra, a
matança de Hitler, e com apenas 6 anos de idade,
despediu-se de seu pai, que veio a falecer num campo de
concentração, e partiu com sua mãe numa fuga
desesperada, deixando para trás toda uma vida, tudo que
haviam conseguido.

Na fuga, ela só lembrava das últimas palavras de seu pai:

Minha filha, nunca tire suas botas... São elas que não
deixarão seus pés congelarem e com elas você conseguirá
chegar!

Passado algum tempo, ela veio para o Brasil, aqui se
estabeleceu e, apesar de todo o sofrimento, conseguiu
formar sua própria família, passou num concurso para uma
importante empresa,

Mas... Outro dia ela me ligou chorando...
(Ela estava, novamente, sendo vítima do
preconceito dos homens...)

Dessa vez, não por que era uma judia,

mas por que era uma Senhora de idade
avançada...

Quando senti que minha presença iria confortá-la, me dirigi
ao departamento de recursos humanos da grande empresa
da qual ela faz parte, e tentei entender o problema...

Ela estava pleiteando ir para um determinado setor dessa
empresa, onde existiam várias vagas, ela procurava aquele
trabalho sem nenhuma remuneração extra, simplesmente
pelo fato de gostar das tarefas ali desenvolvidas...

Coincidência ou não, no mesmo momento em que ela
pleiteava trabalhar naquele setor, haviam várias jovens,
recém contratadas e acompanhadas de seus
"queridos pais" que diziam:

Eu não quero ir para este setor... Eu não quero trabalhar
com esse tipo de serviço, eu quero ir é para uma diretoria!!!

Foi duro presenciar aquilo... Ela, uma senhora capacitada
para desempenhar as funções, não teria a chance de
trabalhar onde pleiteava por que, como ficou
subentendido, já tinha uma idade avançada...

As jovens recém contratadas esbanjavam arrogância,
dizendo que não iriam trabalhar no setor, onde aquela
senhora judia procurava trabalhar...

Foi uma vergonha presenciar aquilo...

Foi muito para mim...
Então resolvi procurar o "amigo" responsável por aquele
setor...

Tentei dialogar, dizer a ele que ela era uma pessoa boa,
responsável, interessada. Mas ele, categoricamente
respondeu:
- É difícil trabalhar com pessoas "idosas".

A única coisa que tentei dizer a ele, se é que ele me ouviu, foi:

- Daqui a uns trinta anos, olhe-se no espelho...
Você verá um idoso também"

O preconceito é algo muito estranho, ele cria monstros, ele
machuca, ele destrói amizades, ele cria bandeiras
irracionais, como a do nazismo, e se agiganta, destruindo
tudo que vem do AMOR...


Mas, a história não pára por aí...

A minha outra amiga Hanna também veio fugida para o Brasil...

Ela é uma jovem linda, que se apaixonou por um homem
que não era o parceiro escolhido pela família dela para o
casamento.


Inicialmente, ela fugiu com o namorado para uma cidade
distante da Argélia, e enviou uma carta para os pais
dizendo que ainda era virgem, mas que não se casaria com
o "marido escolhido" pelos pais e, por fim, pediu o
consentimento para se casar com o homem que ela amava.

A resposta foi categórica:

- A família já havia contratado um "assassino" para eliminá-la.
Afinal, para aquela sociedade, é uma desonra se casar por amor.

Através de amigos, soubemos que a vida da outra Hanna
estava realmente ameaçada. Então, reunimos um grupo de
colegas, fizemos uma "feijoada beneficente" e arrecadamos
o dinheiro necessário para sua fuga.

Graças a Deus, hoje ela mora, ainda escondida, numa
casinha que construímos num pequeno lote nos arredores
de Brasília.

Dias atrás, chamei as duas para fazer um
passeio, aliviar as tensões...
Não sei o que me deu na telha, mas no meio do caminho,
tive uma idéia e levei as duas para um barzinho de Brasília
chamado "Beirute"...

Quando lá cheguei... As duas sentaram e me olharam assustadas.
A primeira Hanna não se agüentou e falou:

- Por que você nos trouxe para um lugar tão
cheio de gente esquisita?
(o Beirute é conhecido por ser um lugar
freqüentado por homossexuais).

A segunda Hanna, coitada, ficou toda vermelha, já imaginou?
Uma mulher argelina, ao lado de uma Judia (inimiga natural),
acostumada a usar roupas que cobrem o corpo e o rosto,
sentada no Beirute?

Mas, logo elas entenderam o que se estava querendo dizer:

- Quem sofre preconceitos, não está livre de os ter.
E quem os têm, não está livre de sofrer.

Tente evitar, ao máximo, o preconceito em seu ambiente
de trabalho, em sua família, em sua comunidade, enfim,
em seu CORAÇÃO!!!

Só assim, a UNIÃO, A PAZ E O AMOR VENCERÃO!!

Faça sua parte.

Exclua o preconceito de sua vida! Com certeza, a vida de
judeus, palestinos, negros, brancos, latinos, americanos,
jovens, velhos, homossexuais, heterossexuais, homens e
mulheres irá ser bem melhor!




(Lessa)

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